Bolsonaro volta a criticar protestos e cita ‘uso político’ em escolas

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Presidente compartilhou no Twitter vídeo que mostra pais de alunos de um tradicional colégio do Rio protestando contra adesão de professores à paralisação

Por Redação

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16 maio 2019, 12h42

Depois de classificar como “idiotas úteis” e “massa de manobra” os manifestantes que protestaram na quarta-feira 15 contra o congelamento de recursos da Educação, o presidente Jair Bolsonaro manteve nesta quinta-feira, 16, o tom crítico ao movimento.

Em seu perfil no Twitter, Bolsonaro compartilhou um vídeo que mostra pais de alunos do colégio Santo Agostinho, um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro, no Leblon, Zona Sul carioca, em um protesto contra a adesão de professores da unidade à paralisação de ontem.

“Pais de alunos do Colégio Santo Agostinho, Rio/RJ, reagem ao uso político que alguns querem fazer com seus filhos na escola. Os valores e o conhecimento devem ser a tônica daqueles que matricularam seus filhos nessa escola particular e, certamente, em muitas outras”, escreveu o presidente.

No vídeo, Eduardo Vieira, pai de um aluno, diz que a greve “tem cunho completamente político” e foi organizada “para prejudicar o governo Bolsonaro”. Vieira é o idealizador de uma carta que repudia o corpo docente do Santo Agostinho e classifica professores como “marxistas”, entregue ontem ao colégio. De acordo com ele, há 430 assinaturas no documento.

O protesto, diz Vieira, é para “exortar o colégio a garantir a aula dos nossos filhos, que é por isso que nós pagamos as caras mensalidades, e é para isso que essa estrutura toda foi formada”.

Ele ainda cita a “defesa de valores cristãos” pelo Santo Agostinho. “Esses valores não são compatíveis com coletivos feministas, não são compatíveis com o comunismo, não são compatíveis com marxismo nem com ideologia de gênero nem com nenhuma das pautas progressistas”, afirmou ele, para quem a educação deve ser “livre”, “sem o pensamento único hegemônico de esquerda”.

Em um segundo tuíte, Bolsonaro afirmou que “jamais” abrirá mão de “princípios fundamentais” que defende e “com os quais a maioria dos brasileiros sempre se identificou”. “O Brasil pediu uma nova forma de se relacionar com os poderes da República, e assim seguirei, em respeito máximo à população”, escreveu.

Segundo os organizadores dos atos desta quarta-feira, 1,5 milhão de pessoas protestaram contra os recentes anúncios do Ministério da Educação de que contingenciou recursos, incluindo 30% das despesas para custeio das universidades federais. Alunos e professores de universidades e colégios públicos e privados, além de movimentos sociais, participaram das manifestações. A União Nacional dos Estudantes (UNE) convocou novos protestos para o dia 30 de maio.



Fonte: Redação SBTV

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