Aras diz que volta para Brasília com ‘disposição de movimentar as instâncias do Estado para a resguardo da Amazônia’

Foto: Divulgação
De convenção com informações do Estadão, Aras viajou para Tabatinga, onde fica a sede do Ministério Público Federalista (MPF) mais próxima ao sítio do delito e com cultura para atuar na região 19 de junho de 2022 | 19:11

Aras diz que volta para Brasília com ‘disposição de movimentar as instâncias do Estado para a resguardo da Amazônia’

O procurador-geral da República, Augusto Aras, esteve no Amazonas neste domingo (19) para seguir os desdobramentos do homicídio do indigenista Bruno Pereira e do repórter britânico Dom Phillips.

De convenção com informações do jornal O Estado de São Paulo, Aras viajou para Tabatinga, onde fica a sede do Ministério Público Federalista (MPF) mais próxima ao sítio do delito e com cultura para atuar na região.

O procurador-geral disse que volta para Brasília “com disposição de movimentar as instâncias do Estado para a resguardo da Amazônia e seus cidadãos, isolados ou não”.

Conforme publicou o Estadão, a primeira reunião foi com representantes do Tropa, Polícia Federalista (PF) e Instalação Pátrio do Índio (Funai) para discutir ações conjuntas contra organizações criminosas que atuam na região e contra violações aos direitos indígenas.

Em seguida, Aras se reuniu com o secretário de Segurança Pública do Amazonas, Alberto Rodrigues, o procurador-geral de Justiça do Estado, Alberto Rodrigues, e o promotor Elanderson Lima Duarte, que acompanha o caso pelo Ministério Público do Amazonas.

A terceira reunião foi com cinco lideranças indígenas, que relataram porquê as comunidades têm feito a vigilância do território no lugar das Forças de Segurança, principalmente contra a pesca proibido. Eles pediram esteio na região do Vale do Javari. A dimensão na fronteira com o Peru e a Colômbia se tornou umas das mais perigosas no País, com invasões de traficantes, garimpeiros, madeireiros e caçados ilegais.

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) diz que, antes do homicídio de Bruno e Dom, alertou as autoridades, incluindo o Ministério Público Federalista, mas o problema da falta de segurança na região não foi resolvido.



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