Bolsonaro mudou oração sobre Petrobras ao longo do procuração, pressionado pelas eleições

Foto: Clauber Cleber Caetano/PR
Depois de eleito, presidente passou a manifestar que não interferiria na empresa, mas agora deixa clara a intenção de influenciar nos rumos da estatal 19 de junho de 2022 | 19:46

Bolsonaro mudou oração sobre Petrobras ao longo do procuração, pressionado pelas eleições

Pressionado pelas pesquisas de intenções de voto, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a adotar o oração eleitoral sobre os reajustes de combustíveis que empregava em 2018, antes de assumir pela primeira vez a Presidência da República.

A partir 2019, mesmo em meio a críticas a Petrobras, Bolsonaro sempre esforçou-se para manifestar que no seu governo não haveria mediação na política de preços, para não desgostar aqueles que votaram nele na promessa de uma gestão liberal.

Em 11 de abril daquele ano, Bolsonaro telefonou para o logo presidente da estatal, Roberto Castello Branco, posteriormente o proclamação de um reajuste de 5,7% no diesel e o fez voltar detrás.

Na sequência o governo montou uma operação para desfazer qualquer imagem de mediação, que envolveu declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, do ex-ministro de Minas e Pujança Bento Albuquerque e uma reunião no Palácio do Planalto para explicar a Bolsonaro uma vez que os preços são calculados.

“Uma frase que o presidente disse logo no início da reunião: ‘Eu não quero e não tenho recta de intervir na Petrobras. Eu não quero e não posso interferir na Petrobras’”, disse o ex-porta-voz da Presidência Rêgo Barros, reforçando o oração.

Quando eclodiu a pandemia do coronavírus, os preços dos combustíveis caíram muito e o presidente deu uma trégua nessas declarações. Mais recente, no entanto, em fevereiro de 2021, tentou minimizar a pressão que exerceu para que Castello Branco renunciasse.

“Anuncio que teremos mudança sim na Petrobras. Não vamos interferir nesta grande empresa e na sua política de preços, mas o povo não pode ser surpreendido com certos reajustes”, discursou.

Aproximando-se das eleições e em segundo lugar nas pesquisas, Bolsonaro voltou a aumentar o tom e, agora, escoltado de sua base no Congresso Pátrio.

Neste final de semana, o presidente mudou o tom e indicou a intenção de intervir na companhia.

“Vamos para cima da Petrobras”, afirmou Bolsonaro a fiéis do Ministério Ressurreição que participavam do Ato de Unção Apostólica na capital do Amazonas para ovação dos fiéis presentes neste sábado (18).

O mandatário ainda disse que o valor de mercado da Petrobras deve desabar mais R$ 30 bilhões em razão da pronunciação, comandada por ele, para a buraco de CPI sobre a estatal.

Na sexta, Bolsonaro falou que a “coisa mais importante” é trocar o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, e os diretores e afirmou que, com a mudança, a expectativa é colocar alguém que possa “não conceder esse reajuste [no preço dos combustíveis]”.

Ministros afirmam ter proferido guerra a José Mauro Coelho, há menos três menos de terem o indicado e, nesta segunda, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), avaliará a instalação de uma CPI para apurar os reajustes.

O mandatário volta, portanto, a se aproximar do oração empregava nas últimas eleições. Em 2018, quando ainda almejava chegar ao Planalto, sinalizando espeque aos caminhoneiros que fazem secção da sua base, o logo deputado federalista afirmou que os reajustes da Petrobras serviam para “tapar o buraco da depravação” das gestões petistas e para aprazer governadores, que passariam a receber mais ICMS.

As informações são da pilastra Pintura, do jornal Folha de São Paulo.

Folha de S. Paulo



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