CEO do ProtonMail: Apple e Google são ruins para a sociedade

Em entrevista publicada no jornal britânico Independent nesta segunda-feira (20), o fundador do serviço de correio eletrônico ProtonMail, Andy Yen, afirmou que Apple e Google “não são bons para os usuários e não são bons para a sociedade”. Ferrenho padroeiro da privacidade na internet, o ex-pesquisador do laboratório CERN, disse que o poder das Big Techs não é “a razão pela qual Tim [Berners-Lee] construiu a web”.

O ProtonMail foi fundado em 2013, depois as revelações de Edward Snowden sobre os serviços de vigilância da internet pela NSA americana. Tendo o próprio Tim Berners-Lee no parecer consultivo, a teoria do serviço é trabalhar fora do protótipo de “capitalismo de vigilância”, nome oferecido à apropriação de dados pelas grandes empresas de tecnologia para nutrir os serviços de publicidade.

Fonte: ProtonMail/Divulgação.Natividade: ProtonMail/Divulgação.Natividade:  ProtonMail 

Por que a Proton critica o Google e a Apple?

De contrato com Yen, “os produtos e serviços desapareceram” na internet. Para eles, existem atualmente exclusivamente três grandes ecossistemas: a Microsoft, o Google e a Apple, mas “a privacidade precisa de um ecossistema”. “Se você perguntar a alguém se eles querem mais privacidade e segurança… todo mundo quer”, diz o CEO, mas às vezes os consumidores nem sabem que podem escolher.

Apesar disso, os produtos do Google, porquê o buscador e o Chrome, continuam extremamente populares, além de a plataforma para smartphone Android continuar sendo a mais usada no mundo. Isso acontece, segundo Yen, pela falta de concorrência. Mas a Proton (que é suíça) espera que a legislação europeia ajude a reduzir o duopólio Apple/Google em smartphones.

Nesse sentido, a Proton, que promete internet com “privacidade e liberdade em primeiro lugar”, anunciou recentemente o lançamento de dois produtos em seu ecossistema de aplicativos: o Proton Drive e o Proton Calendar que, porquê os demais produtos da empresa, oferecem criptografia alegadamente superior à da Apple e do Google, em um serviço de assinatura paga.

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