Colômbia elege Francia Márquez, mulher e negra, à Vice-Presidência

Colômbia elege Francia Márquez, mulher e negra, à Vice-Presidência

A Colômbia terá pela primeira vez uma mulher e uma pessoa negra na Vice-Presidência. Francia Márquez, 40, advogada e ativista ambiental que surpreendeu nas primárias da coalizão de esquerda Pacto Histórico, foi eleita neste domingo (19) na placa de Gustavo Petro, o próximo presidente do país.

A novidade vice, que nasceu em Suárez, no Vale do Cauca, e ficou conhecida pela luta contra a mineração ilícito, tem o base de boa segmento do eleitorado jovem. Protagonistas das manifestações de 2019 e 2021, eles reivindicavam mais postos de trabalho, maior inclusão social e mais aproximação a ensino e saúde de melhor qualidade, além de protestarem contra o aumento de impostos e o atual presidente, Iván Duque.

Desde as eleições de 2018 para o Congresso, a participação de indígenas e negros na política colombiana vem crescendo. Os protestos chamaram a atenção para o trajo de a Colômbia ter uma população predominantemente mulatinha, embora até hoje tenha sido governada exclusivamente por uma escol branca.

Os afrodescendentes compõem a maior segmento dos que vivem subalterno da traço da pobreza no país, em próprio em departamentos menos desenvolvidos, porquê Guajira e Chocó. Nesses locais, a pobreza atinge 60% da população —a média colombiana é de 33%. Márquez, mãe solteira aos 16 anos, demonstra grande empatia por essa fatia mais vulnerável. A personalidade e a capacidade retórica da advogada chegaram a provocar certa fricção por protagonismo com Petro nas últimas semanas antes do primeiro vez.

A Colômbia tem uma grande população de deslocados internos, que tiveram que transpor de suas casas devido aos embates entre Tropa, guerrilhas e paramilitares. Dos murado de 7 milhões de “desplazados”, 25% são negros. O convénio de silêncio com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) permitiu a implementação de políticas de auxílio a essa população e uma ainda incipiente presença deles na política.

Márquez, que com frequência usa roupas com inspiração africana, tem um estilista próprio, Esteban Sinisterra Sossego, que trabalha inspirado em vestimentas de diversos países do continente. Ela afirma que suas roupas refletem porquê os afrocolombianos se vestiriam “se não tivessem sido escravizados”.

Política Livre

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