Dólar supera R$ 5,20 com perspectiva de lucro maior nos EUA

Foto: Paulo Vitor/ Registo/ Estadão
Dólar supera R$ 5,20 com perspectiva de lucro maior nos EUA 23 de junho de 2022 | 10:00

Dólar supera R$ 5,20 com perspectiva de lucro maior nos EUA

O dólar avançava para além dos R$ 5,20 nesta quinta-feira (23), com investidores à espera de mais uma audiência do chair do Federalista Reserve, Jerome Powell, ao Congresso dos Estados Unidos, enquanto temores globais sobre verosímil recessão e riscos fiscais domésticos seguiam no radar.

Investidores também ficarão atentos ao presidente do Banco Meão do Brasil, Roberto Campos Neto, que dará entrevista à prelo a partir das 11h (de Brasília) sobre a transporte da política monetária, acompanhando do novo diretor de Política Econômica, Diogo Guillen.

Às 9h07 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,54%, a R$ 5,2070 na venda.

Na B3, às 9h07 (de Brasília), o contrato de dólar porvir de primeiro vencimento subia 0,21%, a R$ 5,2200.

Na véspera, a mote norte-americana à vista subiu 0,50%, a R$ 5,1791 na venda.

Temores de uma recessão nos Estados Unidos voltaram a oscilar os mercados mundiais nesta quarta-feira (22) posteriormente o presidente do Fed (Federalista Reserve, o banco meão americano) substanciar o ímpeto da mando monetária em frear a maior inflação no país em 40 anos. Jerome Powell disse que o Fed está “fortemente comprometido” em atingir rapidamente esse objetivo.

Powell afirmou que o risco de desaceleração econômica é “certamente verosímil” durante audiência ao comitê bancário do Senado, embora tenha ponderado quanto à possibilidade de recessão.

​Analistas consideraram as declarações de Powell uma vez que um aviso de que o Fed poderá subir sua taxa de juros entre 0,75 e 1 ponto percentual em agosto.

Na semana passada, o Fed aumentou os juros em 0,75 ponto, na maior elevação aplicada pela mando desde 1994.

A Bolsa de Valores brasileira caiu 0,16%, com o Ibovespa fechando em 99.522 pontos. O mercado doméstico acompanhou a baixa da Bolsa de Novidade York, do qual índice de referência, o S&P 500, cedeu 0,13%. Dow Jones e Nasdaq, dois dos principais indicadores das ações americanas, perderam 0,15% e 0,15%.

Também encerraram o dia em baixa os principais mercados de ações europeus, com Londres, Paris e Frankfurt caindo 0,88%, 0,81% e 1,11%, nessa ordem.

O preço de referência do barril do petróleo bruto era negociado com desvalorização de 4,06% no início da noite desta quarta, cotado US$ 109,99 (R$ 566,48).

Na última sexta-feira (17), o barril do Brent já havia tombado 5,58%. No aglomerado deste ano, porém, a matéria-prima ainda tem valorização de quase 40%.

Juros elevados nos Estados Unidos sinalizam ao mercado que o consumo na principal economia do planeta poderá tombar severamente e espalhar a recessão pelo orbe. A desaceleração reduz a urgência de produção de robustez e, consequentemente, a demanda por combustíveis derivados do petróleo.

Além das preocupações quanto à recessão, os preços do petróleo também despencavam nesta quarta devido à notícia de um projecto elaborado pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para reduzir os custos de combustível para os motoristas.

Folhapress

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