Era de juros baixos provocou ilusão sobre bitcoins, diz André Esteves

Foto: Clayton de Saouza/Estadão/Registro
André Esteves 21 de junho de 2022 | 11:17

Era de juros baixos provocou ilusão sobre bitcoins, diz André Esteves

Para André Esteves, presidente do recomendação de governo e sócio sênior do BTG Pactual, os juros baixos praticados nas grandes economias globais desde meados de 2007 criaram distorções nos preços dos ativos no mercado financeiro e na percepção de segmento dos investidores a reverência da boa diversificação dos portfólios de investimento.

Segundo o executivo, nos últimos 15 anos, o mercado conviveu com um envolvente de “bull market” [períodos de forte alta dos ativos de risco], que coincidiu com taxas de juros reais negativas nas economias dos mercados desenvolvidos.

“Isso inflou os preços de muitos ativos financeiros e criou várias teses do ponto de vista da diversificação de portfólio que não necessariamente se mostram verdadeiras quando tem uma reversão do cenário”, afirmou Esteves, durante evento promovido pelo BTG Pactual nesta terça-feira (21).

O principal nome adiante da instituição financeira disse ainda que, na esteira da era de juros baixos desde praticamente a crise imobiliária nos Estados Unidos, se desenvolveram teses a reverência do potencial das criptomoedas, com alguns agentes de mercado chegando a tutelar que o Bitcoin se tratava de uma opção tão segura para as carteiras porquê o ouro.

No entanto, com a subida da inflação e dos juros nos mercados desenvolvidos, e a potente correção da Bolsa americana de tecnologia Nasdaq, o Bitcoin caiu ainda mais do que as ações, assinalou Esteves.

A Nasdaq acumula desvalorização de 31% no amontoado de 2022, até 17 de junho, enquanto a mais popular das criptomoedas recua 55%. O ouro sobe tapume de 0,5% no pausa. O Bitcoin “não é zero ‘do dedo gold’ [ouro digital]”, disse o presidente do recomendação de governo do BTG Pactual, reconduzido ao incumbência no final de abril, posteriormente ser destituído em meio a uma grave crise que atingiu o banco.

Esteves disse ainda que a pressão inflacionária em graduação global, que não se via desde os anos 1970, revérbero das respostas dos governos à pandemia e, mais recentemente, da Guerra da Ucrânia, fez com que os principais Bancos Centrais do mercado tenham ficado “um pouco detrás da curva”, tendo de açodar o ritmo de subida dos juros para moderar a subida dos preços.

Na semana passada, o Federalista Reserve (Fed, Banco Médio dos Estados Unidos) elevou a taxa de juros americana em 0,75 ponto percentual, a maior subida desde 1994.

“No caso do Brasil, o Banco Médio está muito adiante dos outros bancos centrais”, acrescentou o executivo. No mesmo dia da subida dos juros pelo Fed, o BC brasílico promoveu a 11ª subida seguida na taxa Selic, para 13,25% ao ano, maior patamar desde o início de 2017.

A readequação do dispêndio de capital em meio à normalização das políticas monetárias é “quase invariavelmente um pouco sofrida”, afirmou Esteves, que fez referência à volatilidade dos preços dos ativos financeiros, porquê não se via há qualquer tempo, pontuou. “O cenário é bastante opoente, e confronta a teoria de gestão e de diversificação do portfólio que foi sendo construída ao longo dos últimos 15 anos festivos.”

Lucas Bombana/Folhapress

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