Hackers russos atacaram 42 países desde início da guerra na Ucrânia

Segundo relatório da Microsoft, ataques miraram 128 organizações, e principais alvos foram computadores de governos da Otan e aliados de Kiev. Quase 30% das invasões cibernéticas foram bem-sucedidas.Desde o início da guerra na Ucrânia, hackers russos lançaram ataques cibernéticos contra 42 países que apoiam os ucranianos, uma vez que Estados Unidos, Polônia e as nações bálticas, revelou nesta quarta-feira (22/06) um relatório divulgado pela gigante de tecnologia Microsoft. Ao todo, 128 organizações foram atacadas.




Metade das organizações visadas pelos hackers russos são agências governamentais, segundo a Microsoft

Metade das organizações visadas pelos hackers russos são agências governamentais, segundo a Microsoft

Foto: DW / Deutsche Welle

De consonância com a empresa sediada no estado americano de Washington, os hackers tiveram uma vez que fim principalmente computadores governamentais de países membros da Organização do Tratado do Atlântico Setentrião (Otan). Os Estados Unidos são o país mais afetado pelas tentativas de ataques cibernéticos.

A Microsoft não divulgou a lista completa dos 42 países afetados, mas indicou alguns, uma vez que os EUA, Polônia, Estônia, Letônia, Lituânia, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Suécia e Turquia.

Segundo o presidente da Microsoft, Brad Smith, as agências de lucidez russas aumentaram as tentativas de invasão de redes e atividades de espionagem contra países aliados da Ucrânia, desde o início da guerra, em 24 de fevereiro.

Ataques bem-sucedidos em quase um terço das tentativas

Metade das organizações visadas pelos hackers russos são agências governamentais. Os ataques também incluem think tanks, ONGs, empresas de serviços de tecnologias de informação, empresas de vontade e outros fornecedores importantes de infraestrutura, destaca a Microsoft.

De todas as tentativas de ataque identificadas pela Microsoft desde o início da guerra, 29% foram bem-sucedidas, e em alguns casos os hackers obtiveram informações confidenciais das organizações visadas.

Segundo a empresa criadora do Windows, a estratégia russa no campo cibernético no contextura da invasão da Ucrânia está sustentada em três pilares: ataques cibernéticos destrutivos contra países vizinhos, invasão de redes e espionagem fora do território ucraniano, e operações digitais para lucrar influência em todo o mundo.

O relatório também indicou que, no início da guerra, a Rússia realizou ataques cibernéticos contra a infraestrutura do dedo do governo da Ucrânia. Kiev conseguiu, porém, impedir esses ataques graças principalmente a medidas de sobreaviso. Uma semana antes da invasão, a Ucrânia deixou de armazenar seus dados localmente em servidores nos prédios governamentais e optou por salvá-los na nuvem.

cn/lf (AP, DPA, Lusa, ots)

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