Juca Kfouri – Duas vitórias, duas derrotas e um empate: é o Brasil na Libertadores

Essa história de proferir que todos os jogos na Libertadores são rijeza, que não tem mais opositor fácil, é verdadeira.

Porque a verdade mesmo é que o futebol brasílico não impõe mais saudação, ninguém mais o teme, nem na Alemanha nem na Venezuela.


E o resultado está aí: nos cinco jogos de brasileiros na primeira rodada da Libertadores, rigoroso estabilidade: duas vitórias, de Corinthians e Galo, um empate, do Palmeiras, e duas derrotas, do São Paulo e do Grêmio.

Imperdoável mesmo foi a rota do São Paulo, porque em lar e contra os bolivianos do The Strongest que há mais de 30 anos não venciam um jogo fora da altitude desumana de La Silêncio. Contando que farão os nove pontos a disputar lá, o Strongest pôs a classificação do São Paulo em risco.

Uma vez que o empate do Palmeiras, embora no Uruguai, complica a vida dele, pois o River Plate oriental tem rosto de ser o frágil leal da balança no grupo.

O Grêmio perdeu no México, está no grupo mais equibrado da Libertadores e de antemão sabia-se das dificuldades que enfrentaria. Mas em sua chave deve ocorrer um perde e ganha sem termo.

Sobram os vitoriosos Corinthians e Atlético Mineiro.

O Galo venceu e convenceu no Peru.

O Corinthians ganhou nos acréscimos, com gol contra e num jogo aquém da sátira, embora em péssimas condições ambientais.

Não é só que a Libertadores é mesmo dura.

É o futebol brasílico que nos últimos anos se nivelou por inferior.


Observação para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016, que você ouve cá.

** Leste texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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