Macron perde maioria absoluta no Parlamento gálico

PARIS (Reuters) – O presidente da França, Emmanuel Macron, estava a caminho de perder a maioria absoluta na Tertúlia Vernáculo e o controle de sua agenda de reformas, posteriormente as primeiras projeções de quatro pesquisas mostrarem que a eleição legislativa deste domingo terminará com um Parlamento dividido.

A federação de núcleo de Macron deve terminar com a maioria dos assentos, mas sem atingir o número necessário para conseguir a maioria absoluta, segundo as pesquisas. Em segundo lugar deve permanecer o conjunto de esquerda liderado pelo veterano Jean-Luc Melenchon.

As previsões das empresas de pesquisa Ifop, OpinionWay, Elabe e Ipsos apontam para a federação de Macron vencendo entre 200 e 260 assentos, e a esquerda entre 149 e 200. O número necessário para uma maioria absoluta é de 289 assentos na câmara baixa.

Um Parlamento dividido iniciaria um período de incerteza política que exigiria um nível de compartilhamento de poder entre os partidos, um pouco que a França não viu nas últimas décadas ou haveria uma paralisia política até novas eleições.

Se o resultado for confirmado, a capacidade de Macron de realizar reformas na segunda maior economia da zona do euro dependeria da sua habilidade de atrair moderados fora da sua federação, na direita e na esquerda, para sua agenda legislativa.

Macron, de 44 anos, tornou-se em abril o primeiro presidente gálico em duas décadas a conseguir um segundo procuração, mas governa um país profundamente desencantado e dividido, no qual cresceu o espeque a partidos populistas na direita e na esquerda.

Ele havia pedido por um capital político possante durante uma campanha realizada no contexto de uma guerra no leste europeu que reduziu o fornecimento de comida e vigor e fez a inflação disparar, corroendo os orçamentos das famílias.

“Zero seria pior do que acrescer desordem francesa à desordem do mundo”, havia dito o presidente, antes do segundo vez de votos.

A federação de Melenchon fez campanha para regelar preços de bens essenciais, reduzir a idade de aposentadoria, limitar heranças e proibir que empresas que pagam dividendos demitam seus funcionários. Melenchon também defendeu indisciplina em relação à União Europeia.

Os aliados políticos de Macron consideram Melenchon um “revolucionário sinistro” que destruiria a França. Christophe Castaner, uma das mais seniores parlamentares do partido governista, ridicularizou seu programa econômico dizendo que era “repleto de clichês da era soviética”.

“É fora de questão para mim votar nas propostas absurdas de Melenchon — exilar-nos da Europa e outras coisas sem sentido uma vez que essa. E elas seriam impossíveis de financiar”, disse a aposentada Joyce Villemur, que votou em Sevres, nos periferia de Paris.

As estimativas iniciais indicaram que a federação de esquerda ficou longe de conseguir uma maioria, mas impediu que Macron a obtivesse e deve se tornar o maior conjunto de oposição na Tertúlia.

Se Macron e seus aliados não conseguirem uma maioria absoluta com ampla margem, uma vez que as projeções iniciais sugerem, eles podem buscar uma federação com os conservadores ou tocar um governo de minoria que terá que negociar as leis com outros partidos caso a caso.

UOL Noticias

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Telegram