Não é provável interferir no preço de combustíveis, diz ministro de Minas e Robustez

Foto: Jefferson Rudy/Registo/Dependência Senado
Adolfo Sachsida 21 de junho de 2022 | 11:37

Não é provável interferir no preço de combustíveis, diz ministro de Minas e Robustez

O ministro de Minas e Robustez, Adolfo Sachsida, afirmou nesta terça-feira (21) que o governo não tem poder para interferir no preço dos combustíveis e que o nome de Caio Paes de Andrade “satisfaz todos os critérios necessários para estar adiante” da Petrobras.

“Eu reverência o presidente José Mauro [Coelho], ex-presidente da Petrobras. Todo reverência a ele, ao CA [Conselho Administrativo], seus diretores. Mas, tão logo eu assumi uma vez que ministro, eu achei por muito promover uma troca na empresa porque acredito que é o momento de aumentar a competição. Não há uma vez que ajudar o consumidor brasílico com a estrutura atual.”

José Mauro Coelho abriu mão do incumbência nesta segunda-feira (20) diante da ofensiva do presidente Jair Bolsonaro para tentar reduzir o preço dos combustíveis antes das eleições e ao proclamação de uma CPI da Petrobras.

Caio Paes de Andrade é secretário de Desburocratização do Ministério da Economia e foi indicado pelo governo para assumir a presidência da Petrobras. José Mauro Coelho já tinha sido exonerado no final de maio, mas resistia a deixar a companhia antes da tertúlia de acionistas.

Adolfo Sachsida também afirmou que não é provável interferir no preço dos combustíveis e que o governo tenta “amenizar o problema” com a redução de impostos.

“Eu entendo que muitos dos senhores são cobrados pela população porque é difícil para a população entender por que o governo não interfere no preço dos combustíveis. Com toda a transparência, eu preciso ser simples: não é provável interferir no preço”, disse o ministro aos deputados federais.

“Não está no controle do governo. E, honestamente, preço é uma decisão da empresa, não do governo. Ou por outra, nós temos marcos legais que impedem intervenções do governo na governo de uma empresa, mesmo o governo sendo o acionista majoritário”, completou.

Adolfo Sachsida participa de audiência pública na Câmara dos Deputados. Ele foi convidado para falar sobre o preço dos combustíveis e sobre a intenção do governo de privatizar a Petrobras, anunciada mal assumiu o ministério.

O ministro de Minas e Robustez fez uma apresentação em PowerPoint indicando que a Petrobras teve mais lucro do que a média de outras petroleiras e que também tem mais gastos com pessoal, segundo ele. Questionado se tinha orgulho do lucro da estatal, respondeu que não.

“A pergunta foi ‘lucro excessivo punindo a população, se eu tenho orgulho disso’. Não, não tenho, simples que não. Todos nós cá temos responsabilidade social”, disse. Em seguida, repetiu a asseveração de que o governo não tem influência nas decisões da estatal.

“Mas, veja, eu falo uma vez que alguém que não está na companhia. A Petrobras é uma companhia listada em Bolsa e as decisões são tomadas pelo seu presidente, pelos seus diretores e pelo seu Juízo de Governo. Não há influência do governo nessas decisões. O que o governo faz é escolher o seu presidente e indicar alguns membros do Juízo de Governo para dar alguns nortes para a companhia.”

Thaísa Oliveira/Folhapress

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